Existem momentos na vida que você não sabe qual será o próximo passo.
2013 foi um ano bem intenso. Eu estava no último ano do ensino médio, faltava algumas aulas de matemática para ir às manifestações e não tinha nenhum vínculo emocional com meus colegas de turma com exceção de alguns poucos. Para piorar descobrimos que meu pai tonha câncer maligno, aquele que não dá para curar.
Com isso eu criei duas certezas: não poderia me apegar a ninguém e que entraria em uma faculdade federal a todo custo. Onde desse para passar, eu estaria lá. Eu já fazia um cursinho popular no meu bairro e das lembranças que eu tenho de 2013 as melhores foi com a galera de lá, nas manifestações.
Passei na universidade de uma forma bem esquisita. Eu não esperava passar mais que 3 meses na Paraíba. Dei um tiro no escuro com uma probabilidade mínima de dar certo e deu certo. Eu não tinha família, casa, dinheiro, nada que me segurasse lá. Fui hospedado por uma pessoa que nem ao menos eu conhecia. Tudo aconteceu porque eu escolhi pedir informação para ele e não para nenhum outro.
Algum tempo se passou e eu conheci algumas pessoas. Na época a gente brigava por poder comer no RU. Fazíamos reuniões para discutir nossa abordagem, apesar de eu só pensar em fazer barulho e cartazes, como fazia em São Paulo. Dessas pessoas uma garota me chamava atenção: ela sempre estava com um livro na mão - um exemplar de Game of Thrones - que carregava para todo lado. Ela não falava muito, mas tinha uma beleza própria por seu jeito sutil de ser. Nos tornamos amigos, passávamos a noite conversando e aos poucos eu conhecia um pouco mais daquela menina fechada porém única. Até que um dia ela errar o beijo no meu rosto aconteceu e a gente não se separou desde então.
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